Secretaria
de Educação Superior (SESu)
A Secretaria de Educação Superior (SESu) é a unidade do Ministério
da Educação responsável por planejar, orientar, coordenar e supervisionar o
processo de formulação e implementação da Política Nacional de Educação Superior.
A manutenção, a supervisão e o desenvolvimento das instituições públicas
federais de ensino superior (Ifes) e a supervisão das instituições privadas de
educação superior, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB), também são de responsabilidade da SESu.
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Programa
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Unidade
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Unidades
envolvidas
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Responsável
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2032
- Educação Superior - Graduação, Pós-
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SESU
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IBC, IFES,
CEFETs; HCPA, FIES,
IF’s, FNDE,
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Graduação,
Ensino,Pesquisa e Extensão
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Hospitais
Universitários e IBGE
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Cada vez mais, em um
mundo onde o conhecimento se sobrepõe aos recursos naturais como fator de
desenvolvimento humano, cresce a importância da escolarização e, em particular,
da educação superior.
Ampliar e
democratizar o acesso à educação superior de qualidade a partir do
reconhecimento do papel estratégico das universidades para o desenvolvimento
econômico e social do país é o principal objetivo do Ministério da Educação
neste eixo de atuação. Proporcionar este nível de ensino a uma parcela maior da
população é fator decisivo para a diminuição das desigualdades sociais e
regionais, para o desenvolvimento científico e tecnológico, para a inclusão
social e para a geração de trabalho e renda.
Nos últimos anos, o
MEC vem adotando uma série de medidas com vistas à ampliação de cursos e vagas
nas universidades federais, à interiorização dos câmpus universitários, à
redefinição das formas de ingresso, à democratização do acesso a universidades
privadas, ao desenvolvimento de programas de assistência estudantil, à
reformulação da avaliação de cursos e instituições, ao desenvolvimento dos
instrumentos de regulação e supervisão, bem como à ampliação da pós-graduação.
No âmbito da expansão
da rede federal de ensino superior, um dos objetivos é a interiorização com
foco voltado para as necessidades e vocações econômicas de cada região. Como
resultado destes investimentos o Governo Federal espera atingir a meta de
implantação de 47 novos câmpus até o final de 2014. Ressalta-se ainda a criação
de quatro novas universidades federais: Universidade Federal do Oeste da Bahia;
Universidade Federal do Sul da Bahia; Universidade Federal do Sul e Sudeste do
Pará e Universidade Federal do Cariri, e a continuidade do processo de
implantação das quatro instituições recentemente criadas (UNILA, UNILAB, UFFS e
UFOPA).
O Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes)
visa à ampliação e a democratização das condições de acesso e permanência dos
jovens no ensino superior público federal. Com o objetivo de viabilizar a
igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a
melhoria do desempenho acadêmico, o Pnaes oferece moradia estudantil,
alimentação, transporte, saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e
apoio pedagógico.
O
Programa Incluir: Acessibilidade na Educação
Superior tem por objetivo fomentar a criação e a consolidação de
núcleos de acessibilidade nas universidades federais, as quais respondem pela
organização de ações institucionais que garantam a inclusão de pessoas com
deficiência à vida acadêmica, eliminando barreiras pedagógicas, arquitetônicas
e na comunicação e informação, promovendo o cumprimento dos requisitos legais
de acessibilidade. Em relação à qualificação acadêmica, destaca-se o Programa de Extensão Universitária (ProExt). A iniciativa abrange programas e
projetos de extensão universitária visando a incentivar
ações de extensão universitária voltadas à promoção de políticas públicas e a
fortalecer a institucionalização da extensão no âmbito das IES. Ainda em
relação aos projetos especiais de graduação, o Programa
de Educação Tutorial (PET) apoia atividades acadêmicas que integram
ensino, pesquisa e extensão por meio de grupos tutoriais de aprendizagem,
consolidando-se como uma importante ação desenvolvida por estudantes bolsistas
que contam com a tutoria de um docente doutor.
Em 2013 foi lançado o
Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias
Nascimento, voltado para o intercâmbio de estudantes negros,
indígenas e com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades matriculados no ensino superior. O Programa surge para oferecer
experiências educacionais em ciência, tecnologia, inovação e formação de
professores, com o objetivo de complementar a formação destes estudantes. O
combate ao racismo e a promoção da igualdade também são alvos desta cooperação
internacional.
Para incentivar o
acesso e a permanência no ensino superior por parte de indivíduos de renda mais
baixa, o MEC implementa programas de concessão de bolsas e de financiamento,
como o Prouni, o Fies e a Bolsa Permanência.
O Programa
Universidade para Todos (ProUni), instituído em 2005, amplia o
acesso à educação superior concedendo bolsas de estudo a estudantes de baixa
renda em instituições privadas em contrapartida à isenção de impostos. Mais de
1,2 milhão de estudantes foram beneficiados.
Em consonância com a
política de expansão da educação superior, o Fundo
de Financiamento Estudantil (Fies) é
um dos principais instrumentos do Governo Federal para ampliação de acesso à educação superior contribuindo para
diminuição dos índices de desigualdade no país. O Fies consolidou-se como
estratégia para o crescimento inclusivo, equalizando as oportunidades de
ingresso ao ensino superior e contribuindo para o processo de desenvolvimento
econômico. Com os aprimoramentos instituídos a partir de 2010, dentre eles a
criação do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), que
dispensa a apresentação de fiador e a possibilidade de pagamento do
financiamento com trabalho, o resultado foi a marca de 1,16 milhão de novos
estudantes beneficiados.
O Programa Bolsa Permanência concede auxílio
financeiro a estudantes de graduação matriculados em instituições federais de
ensino superior oriundos de escolas públicas, com renda per capita de até 1,5
salário mínimo. Tem a finalidade de minimizar as desigualdades sociais e
contribuir para a permanência e o rendimento acadêmico dos estudantes de
graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Para os estudantes
indígenas e quilombolas, é garantido um valor diferenciado igual a pelo menos o
dobro da bolsa paga aos demais estudantes, em razão de suas especificidades.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é uma
iniciativa que possibilita a democratização do acesso ao ensino superior.
Trata-se de um processo que seleciona os estudantes para a educação pública
superior do País, com base nas notas obtidas no Enem, por meio de um sistema
informatizado.
Na
área de educação em saúde, destaca-se a edição da Lei nº 12.871/2013 que
instituiu o Programa Mais Médicos. O
programa visa à melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê também
a reordenação da oferta de cursos de Medicina e de vagas para residência
médica, priorizando regiões de saúde com menor relação de vagas e médicos por
habitante e com estrutura de serviços de saúde em condições de ofertar campo de
prática suficiente e de qualidade para os alunos. Com a edição da referida Lei,
foram criadas novas vagas em cursos de graduação de Medicina, em instituições
públicas e privadas, bem como a pré-seleção de municípios para instalação de
cursos de Medicina privados. Destaca-se ainda no âmbito do Programa, a Política Nacional de Expansão das Escolas Médicas das Instituições Federais de Educação Superior que
prevê a oferta de novas vagas até 2017,
o que inclui a criação de novos cursos.
O Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais
Universitários Federais (Rehuf), executado em parceria pelos
Ministérios da Educação e da Saúde, tem como objetivo condições materiais e
institucionais para que os hospitais universitários federais possam desempenhar
plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão
e à dimensão da assistência à saúde. Em 2013 foram realizados investimentos
para aquisição de equipamentos, realização de reformas, atividades de atenção à
saúde e ensino e pesquisa. Outra ação do Rehuf foi a realização de compras
nacionais de equipamentos, medicamentos e insumos médico-hospitalares que, com
ganho de escala, garantiram à administração economia de recursos financeiros,
transparência e padronização. Além da gestão do Rehuf, o MEC, a partir da
criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), mantém uma
relação contratual com as universidades federais que possuem unidades
hospitalares. O objetivo é permitir que a empresa colabore com as instituições na
melhoria da gestão, sendo preservada a autonomia universitária.
O MEC também tem
direcionado esforços para a promoção da qualidade da educação superior por meio
do fortalecimento institucional do processo de regulação e dos instrumentos de
supervisão e avaliação das instituições e cursos superiores. Cabe registrar a
edição de portaria normativa em 2013 que estabelece o calendário anual de
abertura do protocolo de ingresso de processos regulatórios no sistema e-MEC,
oferecendo aos regulados previsibilidade quanto ao prazo de conclusão de seus
processos.
Com relação à
avaliação da educação superior, cabe mencionar o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes), que realiza o processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, dos cursos de
graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes, tendo por finalidade,
dentre outras, a melhoria da qualidade e orientação da expansão da oferta da
educação superior. O Exame Nacional de Desempenho
dos Estudantes (Enade) tem o
objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e
competências. É um dos pilares da avaliação do Sinaes, e constitui-se em
importante instrumento de aferição e de promoção da qualidade para os cursos de
graduação e para as políticas de educação superior.
A pós-graduação também merece destaque. O
desenvolvimento do ensino da pós-graduação e da pesquisa científica tem por
objetivo formar pessoal de alto nível no país e no exterior, com vistas à
produção do conhecimento científico, para a solução dos grandes desafios
educacionais, econômicos e sociais do Brasil. Suas ações estão vinculadas ao
Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), que tem como pilares a avaliação,
fomento e acesso à informação científica e tecnológica. Nesse sentido, em 2013
foram expandidas as ações de apoio e fomento à pós-graduação brasileira stricto
sensu, contribuindo, assim, para prover ao país quadros de alto nível técnico e
científico, condição necessária para a manutenção do desenvolvimento
sustentável e de longo prazo da nação.
No
que se refere à internacionalização da pós-graduação, o grande destaque é o Programa Ciência sem
Fronteiras (CsF). Trata-se de um importante instrumento estratégico
de cooperação internacional e de grande
impacto no desenvolvimento da educação, da ciência e da tecnologia do Brasil. O
Programa concede bolsas de estudo e viabiliza a formação de profissionais
brasileiros com qualidade, fomentando o empreendedorismo e a competitividade no
setor produtivo, em um contexto de apoio ao desenvolvimento tecnológico e à
inovação do País.
No âmbito da
Cooperação para o Desenvolvimento, além do tradicional Programa Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG),
merecem destaque ações desenvolvidas na África e no
Mercosul. Na África, os Programas desenvolvidos com a Associação das
Universidades de Língua Portuguesa (AULP) abrangem desde a formação científica
de estudantes universitários até a implantação de educação superior a
distância, envolvendo mobilidade de alunos, professores e pesquisadores. No
Mercosul, por sua vez, o objetivo é promover programas de mobilidade no âmbito
da educação superior, envolvendo alunos, professores e pesquisadores, de forma
a propiciar salto qualitativo na cooperação regional.
A Avaliação da Pós-Graduação é realizada com
a participação da comunidade acadêmico-científica por meio de consultores ad
hoc, e é atividade essencial para assegurar e manter a qualidade dos cursos de
mestrado e doutorado e induzir a expansão do sistema. Essa expansão tem sido
observada ao longo das últimas décadas e ocorre por meio da incorporação de
novos cursos, cujas propostas são submetidas anualmente a este processo.